 Conta a história que o papel foi inventado na China, por volta do Século II a.C., sendo o segredo de tal invenção mantido por mais de 500 anos. Ele foi desvendado pelos árabes que conseguiram produzir papel também, utilizando técnicas diferentes, mas o produto final apresentava semelhança no resultado final. Os métodos que os árabes adotaram para conseguir o segredo da produção de papel não foram nada ortodoxos, pois ocorreram vários seqüestros e torturas de chineses que tinham conhecimento da técnica de fabricar papéis.
Posteriormente os japoneses aperfeiçoaram as técnicas que até então eram utilizadas na fabricação de papel, passando a ser produzido por meio de uma pasta de matéria fibrosa de origem vegetal refinada. Era adotada, quando assim requeria, uma sistemática de branqueamento por meio de uso de colas ou por intermédio de corantes.
Os próprios descobridores do papel, os chineses, também foram os que primeiro criaram as diversas aplicações de tal invenção nos processos conhecidos como papietagem ou papelagem.Fabricavam capacetes e recipientes para líquidos, além utiliza-lo na fabricação de diversos utensílios, como pratos, caixas e outros objetos. Com a chegada dessa invenção no ocidente as técnicas passaram a ser utilizadas de forma mais ampla e acentuada na fabricação de ornamentos e outros objetos de arte.
Na Europa, o primeiro país que conseguiu transformar papel em criações com real valor artístico foi a França, dando uma nova roupagem as trabalhos primitivos que até então eram trazidos do Oriente.
No Brasil, o artesanato com papel teve início de forma extremamente tímida. Os trabalhos eram produzidos apresentados e comercializados em feiras improvisadas, normalmente em praças. Quem produzia os trabalhos eram artesãos que tinham interesse em manter ativa uma tradicional cultura, também era encarado como hobby ou passatempo de hippies ou de donas de casa. No entanto, esse cenário teve uma mudança bastante expressiva nos anos 90. Tal mudança não foi motivada pelo processo de ampliação de crença no artesanato, até então relegado ao segundo plano, mas sim pelo alto nível de desemprego que se abateu sobre o nosso País naquela década. Curiosamente isto coincidiu com a crescente valorização e uma grande demanda pelos produtos de artesanato. Com isso criou-se então uma nova e promissora atividade econômica de mercado.
Mercado
O comércio de artesanato em papel, em seu surgimento na comercialização de suas peças de artesanato nas “feiras hippies”. A ampliação do comércio é um ocorreu há pouco tempo, e está em crescimento.
Tanto assim que o artesanato em papel tem ocupado um expressivo espaço nas lojas de artesanato. Existem artesãos altamente criativos e nos mais diversos rincões brasileiros. Isto possibilita a disseminação dessa arte nas diversas classes sociais.
Assim quem pretender ingressar nesse segmento deve estar preparado para implementar uma rede de relacionamento suficiente para conseguir colocar sua produção no mercado. Pode ser através de lojas especializadas que comercializam artesanatos diversos ou mesmo a venda direta. Neste último caso os próprios artesãos em papel além de produzirem devem ter um espaço que possibilite a comercialização de sua produção.
Desta forma o empreendedor deve estar sempre atento ao diversos fatores que movimentam o mercado. O que garante o sucesso deste segmento é a capacidade criativa, qualidade e a “individualidade” do produto que será produzido, garantindo assim uma boa aceitação dos consumidores e o aumento da colocação de seu artesanato em papel no mercado.
Fonte: Sebrae
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